sábado, 2 de janeiro de 2010

Vá até a cruz


Você já foi até à cruz hoje?

É enorme a quantidade de pessoas que possuem algum tipo de cruz em nosso país, porém pouquíssimas conhecem o que aquele objeto representa. Muitos a utilizam de maneira supersticiosa, com a finalidade de se protegerem contra algum tipo de mal. Mas será que, biblicamente, o objeto “cruz” pode proteger ou trazer alguma bênção para a pessoa que a possui?
É evidente que muitos até sabem que a cruz não deve ser vista de maneira supersticiosa, e sim como um símbolo que representa um verdade espiritual: a reconciliação que Cristo trouxe entre o Pai e a humanidade decaída. Entretanto, esses “muitos” não conseguem receber as bênçãos dessa reconciliação, vivendo uma vida de constantes derrotas e fracassos pelos pecados que os dominam. Então como deixar o nível do mero conhecimento dessas bênçãos para um nível superior, em que poderemos desfrutar delas?
A cruz é um local de troca. O Senhor Jesus decidiu ir até esse local e abandonar a sua reputação para ser tido como um desprezível e abominável criminoso que estava pagando o preço dos seus erros, pois naquela época a cruz era usada somente para punir os piores elementos da sociedade. Esse criminoso eramos nós, pois cometemos uma ofensa terrível aos olhos de Deus no Éden. Ele deixou o seu bem-estar para ser pisoteado e violentado de forma brutal. Ele entregou sua vida e recebeu a nossa morte. Ele entregou a sua alegria e recebeu a nossa tristeza. Ele entregou a sua poderosa e sobrenatural capacidade e recebeu a nossa incapacidade. Ele entregou a sua cura e recebeu as nossas enfermidades. Resumindo: Cristo fez uma troca. Uma troca extremamente necessária. Necessária para quem? A resposta é obvia! O presente está lá! Que presente? Todas as bênçãos da reconciliação! E por que não conseguimos tomar posse? A resposta é: vá até a cruz!

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.
2 Coríntios 5.21

Deus abençoe a todos!
Paulo Victor C. de Albuquerque

AMOR: sentimento ou decisão pessoal?


AMOR: sentimento ou decisão pessoal?


Na época em que vivemos, vemos o quanto o amor tem sido super-estimado dentre todos os segmentos da sociedade, principalmente pelos cristãos. Logicamente, esse dom de Deus deve ser devidamente valorizado, entretanto o que vem acontecendo é que as pessoas estão perdendo o conceito daquilo que se configura como o verdadeiro amor, então como valorizar algo que não se conhece? Fomos feitos para amar? E o que é amar?.....
Através do maravilhoso óculos, chamado Palavra de Deus, a qual nos habilita a enxergar todas as coisas perfeitamente, vemos o que, verdadeiramente, é o amor. O mundo diz que o amor é um sentimento que nasce espontaneamente. Deus diz que o amor deve ser cultivado como uma planta, e, obviamente, para cultivarmos algo, devemos antes tomar a decisão de fazê-lo. O amor não nasce espontaneamente coisa nenhuma, já a erva-daninha e o carrapicho nascem. O amor é a planta mais valiosa do mundo, por isso devemos semeá-lo em nosso coração e regá-lo diariamente.
Se o amor não fosse uma decisão pessoal, Deus não poderia ordenar que amássemos, como vemos em sua Palavra:

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros”

João 13.34

E o mais interessante é que amar muitas vezes nem proporciona sensação agradável. Será que foi agradável para o Pai entregar o seu amado e unigênito Filho para nos salvar?

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna.”

João 3.16

Portanto, o amor é uma decisão que muitas vezes não proporciona sensações agradáveis.

Paulo Victor C. de Albuquerque

Dando uma olhadinha para os lados


Dando uma olhadinha para os lados

Quando estamos dirigindo, precisamos ter bastante atenção, pois qualquer olhadinha para os lados pode ocasionar uma tragédia. Às vezes, uma pequena desatenção pode nos custar a própria vida. Mas, não é de trânsito nem de instruções de auto-escola que eu queria falar. Isso é apenas uma ilustração que nos faz refletir acerca dos problemas gerados pela desatenção na nossa caminhada cristã.

O que, então, seria desatenção na caminhada com Jesus?

Quando somos regenerados, feitos novas criaturas com Cristo, iniciamos uma jornada em direção à Eternidade com Ele. Começamos com um grande desejo de adorá-lo e servi-lo, olhando para o alvo. Nessa circunstância, passamos a ter um inimigo astucioso, que tenta constantemente nos fazer parar de várias formas. Ele só quer que nós paremos. Para ele, isso já basta, pois ele sabe que a Palavra de Deus afirma que é na perseverança que ganharemos a nossa alma (Lc.21.19). Portanto, sem perseverança não chegaremos ao nosso destino.

Muitas vezes a forma que ele usa para nos fazer parar é tentar nos desconcentrar na direção. Ele é sutil e usa coisas sutis para que nos acidentemos. Uma das coisas que ele tenta usar contra a minha vida ainda hoje, é me fazer olhar para os lados. Os lados são, muitas vezes, pessoas que estão na igreja. Não quero dizer que essas pessoas são joio no meio do trigo. Absolutamente não, pois não podemos julgar ninguém de forma temerária, ou seja, pelas nossas impressões! São apenas seres humanos que algumas vezes, por serem seres humanos, erram, simplesmente. E nós, por não estarmos totalmente em sintonia com o PAI, ou seja, olhando para a frente (Jesus), cometemos as mesmas falhas e batemos o nosso veículo. Pensamos assim: se fulano, que é um homem de Deus, toma essa posição é porque ela é a mais correta e a que também eu devo tomar. Não paramos para analisar o contexto em que aquela pessoa se encontra e em que sua decisão foi tomada. Existe também a situação de uma pessoa estar na mesmice, vivendo relaxadamente na igreja, e nós, por não vermos a punição de Deus sobre a pessoa em questão, pensamos assim: “acho que estou sendo muito radical; vou pegar mais leve; vou olhar mais para mim do que para os outros, pois aquele irmão está fazendo assim e está indo tubo bem com ele”. De forma totalmente cômoda e instantânea, fechamos questão. Não pagamos o preço de orar e submeter ao Senhor, confiando que Ele nos conduzirá na direção certa. Caímos exatamente na nossa falta de fé, de confiança em Deus, de oração e de estudo bíblico. Não é aquilo que olhamos que nos faz bater, e sim a nossa desatenção do Alvo – Jesus. Não são as pessoas que nos fazem errar a direção, e sim o virar da nossa cabeça para os lados! O diabo não possui o poder de nos causar um acidente na hora que ele bem quiser! O condutor atento e defensivo, dificilmente se envole em batidas, ou seja, o cristão que olha somente para Cristo dificilmente é levado a se conduzir pelas atitudes dos outros. E “olhar somente para Cristo” não significa não ter outras pessoas como referenciais. Significa que os referenciais devem ser olhados através do para-brisas do nosso carro, e nunca da janela do lado!!! E quando eles errarem, é porque eles se desviaram do caminho, passando a serem vistos somente pelo vidro lateral do nosso carro.
Relembremos, portanto, as palavras ungidas do apóstolo Paulo:

...prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
Filipenses 3.14

Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.
1 Coríntios 11.1

Deus abençoe a todos!
Paulo Victor C. de Albuquerque

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Eu e o Jáder